O impacto potencial do e-commerce na Plimor

 

Por Ana Paula Machado

anapaula@transpodata.com.br

À medida que a cadeia de suprimentos cresce cada vez mais focada em atender às demandas de um mundo orientado a dados e personalizável para consumidores e empresas parceiras de negócios, a necessidade de melhoria contínua impulsiona a cadeia de suprimentos, que vem se beneficiando do bigdata e da análise avançada, bem como da automação do trabalho. A logística tem feito avanços significativos por meio da conectividade, manufatura aditiva e automação. Veículos autônomos e inteligentes levarão a uma redução significativa no custo operacional do transporte e no manuseio do produto, ao mesmo tempo em que reduzirão os prazos de entrega e os custos ambientais. A ligação de armazéns aos pontos de carregamento de produção permitirá que processos inteiros sejam executados com mínima intervenção manual.

Atenta às megatendências do mercado global, a Transportadora Plimor, do Rio Grande do Sul, especializada no manuseio e transporte de cargas fracionadas é uma das empresas que apostam no crescimento das vendas online, administrando uma carteira de clientes que conta com empresas de peso no segmento de e-commerce, como a B2W, que tem entre os marketplaces - Lojas Americanas, Submarino, Ponto Frio, Carrefour, Dell e Boticário. “Cerca de 30% de nossas cargas são do comércio eletrônico. É um segmento que vem crescendo muito e acreditamos que até o final do ano, nossas entregas deverão alcançar 14 mil por dia, um aumento de 20%”, disse Michel Comerlatto, gerente geral de frota e patrimônio da Plimor.

Para estruturar toda essa operação a empresa conta com 12 centros de distribuição (CD) espalhados em sua área de atuação. O de Nova Santa Rita, na região metropolitana de Porto Alegre, é o maior hub em área construída da empresa, com 10 mil metros quadrados de área, onde são realizadas 1,5 mil entregas, diariamente. Alessandro Zamberlan, gerente da filial, explica que as cargas chegam de madrugada no armazém e passam por um sistema chamado Sorter, onde todas as caixas são etiquetadas com códigos de barras. “Quando passam no sistema de leitura são direcionadas para os espaços reservados para cada rota. A única interferência humana nesse processo é no descarregamento e no carregamento dos caminhões”, disse Zamberlan. Segundo ele, as coletas são realizadas nos centros de distribuição dos clientes que ficam espalhados pela região Sul e em São Paulo. Mais de 70% das cargas são fracionadas e os maiores clientes são do comércio eletrônico. “Como as estruturas dessas empresas estão em São Paulo, fazemos a coleta nos CDs e trazemos via caminhão para essa filial. Os veículos chegam aqui de madrugada e saem bem cedo para as entregas. Na região metropolitana conseguimos realizar todo esse processo, até a casa do cliente, em 24 horas”, afirmou o executivo.

Para abastecer todos os CDs espalhados pelo Sul e São Paulo, a Plimor faz 150 viagens interestaduais por dia e possui uma frota de 850 caminhões, sendo 450 próprios. “Fazemos quase 3,5 mil viagens por mês. Pegamos no cliente e entregamos nos nossos CDs. O nosso hub de maior movimentação é o de Guarulhos, em São Paulo. Isso porque a maior parte de nossos maiores clientes estão no estado”, disse Michel Comerlatto, gerente geral de frota e patrimônio da Plimor.

Para suportar o crescimento, a Plimor comprou 12 bitrens que deverão entrar em operação na segunda quinzena de setembro. “Estamos nos preparando para o aumento da movimentação. Esse investimento vai melhorar a nossa performance e reduzir os custos de contratação de equipamentos para realizar esse transporte. Teremos em nossa frota 52 implementos desse tipo”, disse o executivo, acrescentando que as encomendas foram feitas junto a Randon e a Fachinni.

Comerlatto ressaltou, ainda, que neste ano, deverá investir cerca de R$ 10 milhões na compra de caminhões. A frota própria da Plimor é composta 100% de veículos Mercedes-Benz com idade média de cinco anos. “Fazemos uma renovação todos os anos, cerca de 20 a 30% dos nossos veículos são renovados para mantermos essa média de idade e reduzir os custos de manutenção”, afirmou o executivo.

 
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