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Soluções para cidades Inteligentes e humanizadas serão discutidas em evento em São Paulo

23/08/2018 21h29 Atualizado em 23/08/2018 22h38
 

Por Redação Transpodata

redacao@transpodata.com.br

As políticas públicas de mobilidade urbana estão subordinadas aos princípios de sustentabilidade ambiental e devem estar voltadas à promoção da inclusão social, permitindo o acesso equânime aos bens e oportunidades disponíveis na cidade. Para a articuladora de políticas públicas da Agenda Pública, Mariana Calencio, quando se trata do papel das políticas públicas para o desenvolvimento de cidades inclusivas e humanas, o Poder Público pode e deve ter papel de liderança no seu desenvolvimento e construção. Sendo assim, é possível e desejável criar agendas e políticas que estimulem a participação social e combatam a sub-representação, as desigualdades e injustiças. “Em termos mais práticos, podemos citar caminhos, tais como a elaboração e implementação de políticas locais que resultem em ações efetivas, sempre desenhadas com base em princípios democráticos; o fortalecimento da atuação de Conselhos; a adoção de pressupostos de inclusão e participação de maneira transversal em todas as esferas da gestão pública; e a criação de espaços e instituições formalizadas promotoras de inclusão e empoderamento.”

Para debater estes temas, nos dias 04 e 05 de setembro, São Paulo sediará o Connected Smart Cities, mais importante evento de cidades inteligente do Brasil. Entre os eixos temáticos do fórum, a Mobilidade será um dos destaques e contará com uma programação voltada para investimentos, inovações e soluções para o desenvolvimento da Mobilidade e Acessibilidade nas cidades.

Nos dois dias de debates sobre o desenvolvimento de uma cidade mais humana, conectada e inteligente, mais de 300 palestrantes se apresentarão em 90 painéis, por meio de 9 palcos simultâneos. O Connected Smart Cities 2018 reunirá mais de duas mil pessoas e contempla os eixos temáticos: Economia, Educação, Empreendedorismo, Energia, Governança, Meio Ambiente, Mobilidade, Saúde, Segurança, Tecnologia e Inovação e Urbanismo.

Cidades inteligentes utilizam dados e tecnologia digital para trabalhar com o objetivo de melhorar a qualidade de vida e tomar melhores decisões. Dados mais abrangentes e em tempo real possibilitam monitorar os eventos e entender os padrões de demanda para responder mais rapidamente e com custo mais baixo. As cidades abrigam mais da metade da população mundial e espera-se adicionar mais de 1 bilhão de pessoas nos próximos dez anos. Esse aumento crescente exercerá pressões ambientais e novas demandas por infraestrutura a um custo sustentável. As tecnologias inteligentes podem ajudar as cidades a enfrentar esses desafios e já estão impulsionando a próxima onda de investimento público. Tudo começa com dados.

José Eduardo Calijuri Hamra, mestre na área de urbanismo bottom-up do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da IAU-USP, destaca que a análise de dados demonstra padrões de comportamento e indica perspectivas de atuação para aumentar o engajamento. Neste sentido, nas cidades inteligentes, a formação de comunidades participativas deve estar pautada em dados e padrões de comportamento. Assim, é importante incentivar que as atividades ocorram tanto no espaço físico quanto no virtual. Por se tratar de um fenômeno recente, as perspectivas ainda são diversas e abertas a experimentos, como em projetos de referência na Noruega e na Espanha. Talvez um dos grandes desafios, principalmente por se tratar de grupos voltados à transformação do espaço urbano, seja a construção das relações com o Poder Público”, disse.

Mobilidade e Tecnologia

As cidades, em toda a sua complexidade e escopo, geram uma infinidade de dados, e encontrar os insights em todos esses dados contribuirá para os governos municipais responderem com mais fluidez, alocar recursos com sabedoria e planejar o futuro. Além disso, colocando informações em tempo real nas mãos das pessoas e empresas, tornará possível capacitá-las a tomar melhores decisões e desempenhar um papel mais ativo em moldar o desempenho geral da cidade. À medida que as cidades se tornam mais inteligentes, elas se tornam mais habitáveis e responsivas - e hoje estamos vendo apenas um vislumbre do que a tecnologia poderia eventualmente fazer no ambiente urbano.

As cidades são estruturas formadas por sistemas urbanos complexos, onde o processo de planejamento urbano deve considerar o sistema em todas as suas partes para melhorar sua estrutura e a mobilidade das pessoas integradas entre si. A falta dessa integração entre o planejamento urbano e o transporte, vem limitando o desenvolvimento sustentável das cidades. Isso significa que a mobilidade urbana é mais do que transporte urbano, ou seja, mais do que o conjunto de serviços e meios de deslocamento de pessoas e bens. É o desenvolvimento urbano planejado e uniforme com os objetivos da gestão municipal de uma determinada cidade e/ou estado.

O direito à mobilidade urbana é um dos componentes do direito à cidade. As cidades devem permitir a circulação das pessoas e cargas em condições harmoniosas e adequadas. Para tanto, elas devem ser dotadas de um adequado sistema de mobilidade que, simultaneamente, funciona como causa e consequência do desenvolvimento econômico e social, da expansão urbana e da distribuição espacial (ou localização) das atividades dentro de uma cidade. A estrutura viária e a rede de transporte público têm especial participação na configuração do desenho das cidades. Por isso diz-se que elas são estruturantes. 

Connected Smart Cities | Evento Nacional
Data:
 04 e 05 de setembro de 2018
Horário: 08h30 (Credenciamento)
Local: Centro de Convenções Frei Caneca, Rua Frei Caneca, 569, Consolação, São Paulo/SP
Mais Informações: www.connectedsmartcities.com.br



 

 
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